24 fevereiro 2008

DEUS CRIANDO O RIO

DEVE SER UMA MERDA ASSISTIR ISSO EM SÃO PAULO...

23 fevereiro 2008

Sobre o que de perto não se enxerga


Existem vários tipos de políticos. São várias as possibilidades de se categorizar as várias maneiras de se fazer política. Porém, de forma inteiramente maniqueísta, gosto de enxergar dois tipos divergentes. Há o político hábil, que utiliza da política de forma conciliadora e inteligente, como uma ferramenta de auxílio em qualquer que seja sua função: profissional, relacional ou até administrativa. Neste caso, o individuo usa estratégias, que diga-se não são novas, para da melhor forma possível, se adequar ao seu trabalho. A política é, neste caso, um meio de agilizar vontades e desejos. É um caminho mais curto para que se consiga o que se quer. Aquele que se utiliza da política desta forma inteligente consegue, inclusive, deixar para trás impressões ideológicas que possam atrapalhar sua função. E disto são inúmeros os exemplos na História do Brasil e do Mundo.

Existe, porém, o tipo inverso: aquele que ou enxerga na política algo de estorvante e atrapalhador, ou que a vê, estupidamente, como algo inóquo e ineficaz. Estes, ao meu ver, são os que são deixados para trás e são os que a História os lembra como equívocos desastrosos ou até nem os lembram. Alguns destes, quando utilizam de política, usam de uma arrogância destrutiva e desagregadora que nada faz senão acionar a contagem regressiva para seu próprio fim. Julgam-se maiores que seus pares e semelhantes, governando com um autoritarismo “umbigóide” que põe em xeque qualquer definição de justiça e bom senso. Aliás, o que é a política senão a arte do bom senso?

Vivemos uma crise do bom senso. Vivemos atolados em regras tão duras e frias que às vezes esquecemos que lidamos a todo tempo com pessoas, que tem necessidades e desejos e problemas e que cometem erros tanto quanto nós mesmos. Em um tempo e em um país onde a própria política não mostra bons exemplos esta atitude, este tipo de político e este tipo de pensamento são bem compreensíveis. Porém, nunca aceitáveis.

Quero dizer com tudo isto que a política não está somente em Brasília ou na Casa “seja lá de qual cor for”. A política nos rodeia constantemente, até mesmo em nossas relações mais pessoais. Desde as intervenções econômicas do governo até uma simples decisão de vagas de carro em um condomínio. E aqueles que dela se utilizam de forma construtiva e benéfica para a comunidade que os rodeiam, os do primeiro tipo, são os que ganham o respeito e que são seguidos. Os que dela se sobrepõe utilizando-a com ignorância e soberba, julgando-se maiores que seu grupo, os do segundo tipo, são os que um dos maiores pensadores da ciência política moderna, Nicolau Maquiavel, chamou de “imbecis cegos”.

Eu me pergunto se estamos cegos. Temos a tradição, coronelista talvez, de confundir boa administração com boa política. Porém, tal como o coronel, governa-se com arrogância e autoritarismo. E isto não se pode permitir.

Cuidado. A arrogância e o autoritarismo nos rondam.

03 fevereiro 2008

No dos outros é refresco...


Terror e sorriso são coisas que caminham lado a lado para Paulo Barros. Para ele, o que vale é arrepiar... Pros familiares de 6,5 milhões de judeus mortos no Holocausto, ele conseguiu mais que isso. Mas a liberdade de expressão é um bem inalienável, sagrado e inquestionável. Só o bom senso que não, ao que parece.

Continuando o extremo mal (ou mau) gosto do "Zé-Cú" do carnavalesco da Viradouro, lanço idéias para carros alegóricos, no maior estilo "me censurem que eu sou otário". E quem se ofender, vai reclamar com a Globo!

- No carro, uma pilha de negros mortos; sambando, um capataz e seu Senhor de Engenho.

- No carro, uma pilha de corpos congelados; sambando, Stálin.

- No carro, uma pilha de negros mortos; sambando, um membro da Ku Klux Klan.

- No carro, as torres gêmeas e uma pilha de mortos com ternos; sambando, Bin Laden.

- No carro, uma pilha de mortos de turbante; sambando, um fuzileiro americano.

- No carro, um índio pegando fogo e uma empregada doméstica; sambando, quatro jovens com isqueiros e porretes.

- No carro, um monte de corpos de "favelados"; sambando, o Capitão Nascimento ao lado de Sérgio Cabral

Ficam lançadas as idéias para quem quiser completa-las.
E aí? Bom gosto? Ou no dos outros é refresco?