21 janeiro 2008

Por um Méier mais romântico

Eu não sei... Tem gente que gosta de poetizar e romantizar, pra usar uma palavra mais apropriada, certas coisas quando não existe nada de romântico. Uma coisa é romantizar o circo (só pra me defender da minha última poesia postada), a música (valeu Baia), ou qualquer outra coisa digna, mas romantizar o Méier!? O Méier tá cheio de problemas e o cara vem me dizer das pessoas amistosas e do sorriso do pipoqueiro...?! Porra, receptividade e hospitalidade, al[ém de não ser mais do que uma obrigação segundo as normas da boa educação, já são coisas eternamente aclamadas ao brasileiro, o que já me deixa assustado, porque se nós somos os mais hospitaleiros, imagina o pior...


O Méier carece de lazer. Aqui só tem bar e farmácia, o que não deixa de ser uma boa, já que a casadinha Cerva-Engov é boa, mas pra eu assistir um filme tenho que entrar em shoppings ou ir no Odeon, a 30 Km daqui. Há, tem a Linha Amarela também, que do jeito que as coisas vão, deve ser um ponto turístico dentro de 10 anos. Tem o maior índice de roubos de carro e de pedestres da cidade, tem comércio e ônibus até o cú do Judas. Tem farmácia (já falei isso?). Tem mercado a vera, e agora tem bastante laboratório e clínicas médicas, além de farmácias.

Como vocês podem ver, o Méier é um bairro digno de uma história dourada, a ser cantada em prosa e verso pelos melhores cronistas da cidade. Somos quase uma raça superior.

Pra quem quiser entender este meu aborrecimento, abaixo está o link da crônica que li e me deixou desse jeito.


Abraços farmacológicos direto do Méier

Alegria

Alegria!
O palhaço que grita
em uma felicidade triste
melancolia nostálgica.
Alegria!
com sotaques e palavras distantes
e o homem que voa,
o saltador, a mulher elástico,
o trapézio errante.
Alegria!
A sanfona italiana,
os tambores retumbantes,
a voz doce e rasgada,
a pipoca, o algodão doce,
os gritos, as caras estupefatas,
e uma criança grande que chora.

17 janeiro 2008

Consegui fazer em casa aquele mate com limão que vende na praia, daqueles malucos com dois tambores de metal e camisa laranja do Mate Leão. Aquele mate é impossível de fazer igual. Quer dizer, era! Descobri a receita, mas nem adianta. Não vou passar pra ninguém. Se quiser, é 2 real, que é o preço que eles pedem na praia.

03 janeiro 2008

Pela primeira vez

Pela primeira vez vejo este governo fazer algo teoricamente razoavel. Pra compensar a perda de R$ 40 bilhões o Ministro Guido Mantega (que aliás tem uma filha bem "legal") anunciou medidas de reparação da perda da CPMF. Entre elas estão as 3 principais:

- aumento da IOF, imposto que incide em operações de câmbio (na moral, que tem dólar no país?); operações de seguro (conhece algum pobre com seguro de vida?); e em operações de crédito (neste caso você conhece pobre com cartão, mas convenhamos, é até um favor desestimular o crédito nestes casos, né...)

- corte de gastos nos 3 poderes (quando foi a última vbez que você ouviu algum governo no Brasil falar em corte de gastos deste genero?)

- e aumento da CSLL, imposto incidente nas instituições bancárias e financeiras. O Ministro até falou que os bancos tiveram muito lucro neste ano passado (Bradesco e Itaú bateram recorde) e que seria justo aumetar.



Depois de todo este aparente surrealismo, vem a Globo, arauto da classe média, dizer que tudo isto é uma merda. Dá raiva, dá vontade de quebrar a TV, dá vontade de gritar as 1:00h da matina. Mas é inútil. Se Lula fez isso tudo, esperemos alguma compensação depois. Afinal quem se fode é sempre o mais... Você completou né?!