No meio da estrada
Estrelas rodeiam
Estranhos parados.
As margens não importam
ou importam pouco.
Loucos reclusos
Num mundo distante
Num mundo presente
Presente do mundo
E olham pro céu.
Estrelas rodeiam
Os sonhos soltos
Os desejos iguais
O coração mudo
Que quer gritar
O mundo mudo
Que quer sorrir.
Tudo aquilo que houver
No meio da estrada
É um presente do mundo;
E olham pro céu.
No meio da estrada
Os estranhos, parados,
Deixam o céu de lado
E olham pra frente.
E o infinito surge
Várias possibilidades.
Quantidades... BLEH!
E o infinito surge
Carregando desejos
Carregando visões.
No meio da estrada
Se canta
E aparentemente
Nada há que tenha sentido.
E o olhar vira beijo
E o beijo vira amor
Até a hora que as estrelas fogem
E a noite vai embora,
E o sol começa a chegar
Pra ser um inesquecível momento
De estranhos parados
No meio da estrada.
30 janeiro 2007
No meio da estrada
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Daniel
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28 janeiro 2007
Soneto da resposta
E dela fez-se a curva perfeita
e a pele como o sol nascente do dia
e os olhos brilhantes, os cabelos, a boca macia...
E assim, menina, por tempo foi desfeita.
Então criou-se a mulher eleita
E nos ouvidos os sussurros e a língua apaixonada
e na nuca o beijo, e no corpo a mão safada
e o desejo da carne nos lábios liquefeita
Do teu corpo de natural e suave delicadeza
e de teu jeito de menina graciosa
brota a mulher de apetite e leveza.
E da maneira mas justa e maliciosa
acendes o fogo no frio da tua beleza
e me perguntas. Respondo: és linda e és gostosa.
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Daniel
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