30 janeiro 2007

No meio da estrada

No meio da estrada
Estrelas rodeiam
Estranhos parados.
As margens não importam
ou importam pouco.
Loucos reclusos
Num mundo distante
Num mundo presente
Presente do mundo
E olham pro céu.

Estrelas rodeiam
Os sonhos soltos
Os desejos iguais
O coração mudo
Que quer gritar
O mundo mudo
Que quer sorrir.
Tudo aquilo que houver
No meio da estrada
É um presente do mundo;
E olham pro céu.

No meio da estrada
Os estranhos, parados,
Deixam o céu de lado
E olham pra frente.
E o infinito surge
Várias possibilidades.
Quantidades... BLEH!
E o infinito surge
Carregando desejos
Carregando visões.

No meio da estrada
Se canta
E aparentemente
Nada há que tenha sentido.
E o olhar vira beijo
E o beijo vira amor
Até a hora que as estrelas fogem
E a noite vai embora,
E o sol começa a chegar
Pra ser um inesquecível momento
De estranhos parados
No meio da estrada.

28 janeiro 2007

Soneto da resposta

E dela fez-se a curva perfeita
e a pele como o sol nascente do dia
e os olhos brilhantes, os cabelos, a boca macia...
E assim, menina, por tempo foi desfeita.

Então criou-se a mulher eleita
E nos ouvidos os sussurros e a língua apaixonada
e na nuca o beijo, e no corpo a mão safada
e o desejo da carne nos lábios liquefeita

Do teu corpo de natural e suave delicadeza
e de teu jeito de menina graciosa
brota a mulher de apetite e leveza.

E da maneira mas justa e maliciosa
acendes o fogo no frio da tua beleza
e me perguntas. Respondo: és linda e és gostosa.