Abro uma garrafa de vinho.
Bebo em reverência.
Crio idéias abstratas.
Deixo vir o que é de vento
E estampado em papel branco
Formas vão se esculturando,
Ganhando vida em sequência.
História sem rumo;
Inesperável.
Jogo fora o que não presta.
Lavo a alma no papel.
Maravilhado vejo
Nascer, prematuro, o poema.
O que será de tudo?
Pra onde vai dar a pena?
Quero somente um final.
Rasgo um naco de papel.
Sento, tomo mais um gole.
Tento ler mais uma vez,
Última vez...
Vem a mim a idéia tosca,
Xula e sem sentido:
Zapt! De um tapa acordei...
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