16 outubro 2006

Soneto da avessa loucura

Sob os uivos dos cães insômines
e a névoa nos limites do campo;
sob o silêncio dos que dormem, sob o pranto
escuro dos gatos e dos homens;

sob a pouca luz na varanda
e o zunido faminto dos mosquitos;
sob o peito e o coração aflitos;
sob a dúvida de quem realmente manda;

sob a saudade infundável e verdadeira
escrevo versos e uma paixão derradeira
de maneira tola, porém indubitável;

E contigo na cabeça, de forma irreparável
caio na avessa loucura ligeira
de amar-te em versos nessa distância insuportável.

Um comentário:

Anônimo disse...

TE AMO MUITO!!!
Como diz a "malandragem das antiga"(Bem antiga malandragem...)
"cÊ É QUE MANDA"
Então acho que acabei de acrescentar mais coisas à sua lista, trate de fazer um complemento onde determina quando é que você manda, e quando já sou eu...
Beijocas, perdão aos que estiverem envergonhados por terem lido algo tão íntimo, hauuhauhahuahua!