Retrátil
Refráctil
Imagem no azulejo
Viagem, bocejo
Pensamento frágil
Vulto no espelho
Pedaços
Adultos, conselhos
Abraços
Saída de emergência
Espera longa
Vida de urgências
Vento no rosto
Corpo aberto
Acabou o gosto
24 setembro 2006
Glutão
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14 setembro 2006
Soneto da Deseperança (Vinícius de Moraes)
Em dedicação a Maria Luíza
De não poder viver sua esperança
Transformou-a em estátua e deu-lhe um nicho
Secreto, onde ao sabor do seu capricho
Fugisse a vê-la como uma criança.
Tão cauteloso fez-se em seus cuidados
De não mostrá-la ao mundo, que a queria
Que por zelo demais, ficaram um dia
Irremediavelmente separados.
Mas eram tais os seus ciúmes dela
Tão grande a dor de não poder vivê-la,
Que em desespero, resolveu-se: ? Mato-a!
E foi assim que triste como um bicho
Uma noite subiu até o nicho
E abriu o coração diante da estátua.
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Daniel
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