30 agosto 2006

Torto e sem final

É, eu sei
mas não sei se tinha coragem de saber.
Precisei da coragem alheia pra isso.
Engraçado...

Na verdade eu não entendia muita coisa:
a similaridade, a busca, o desejo.
Filhas... Gaia...
Já pensou se for mesmo minha prima?
Engraçado!

O que eu sempre soube é essa estranheza toda
que é muito boa, sem dúvida,
mas essa estranheza da rapidez que assusta
e que conforta ao mesmo tempo.
Mas se se pensar direito, nem é tão rápido assim...
Engraçado...

E em meio a poemas e confissões
(ou poemas confessionais com esse)
eu vou misturando apreensão, paixão e desejo
e vou caindo de bruços na emoção
e me surpreendo; demais as vezes.
Engraçado isso...

E é indescrítivel a sensação de descobrir
que na negação reside a confissão,
a admissão de um bom perigo.
Não se pode muita coisa,
mas não se controla o querer.
Engraçado, né?

Vou deixar esse poema assim:
torto e sem final,
até por que sabe-se lá o que virá depois
e isso também é engraçado...

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