11 julho 2006

Tristes Flores

Tristes flores em um jardim deserto.
De manhã, uma procura sedenta;
de noite, com seus botões abertos.

Tristes flores de beleza murcha,
de pétalas podres que caem jovens,
de pólen amargo que ninguém degusta.

Tristes flores regadas a açoite,
maltratadas pela inveja da Rosa,
ainda que simples Damas-da-Meia-Noite.

Tristes flores de caule espinhento.
Da Rosa têm somente o espinho,
mas não o desejo do dedo sangrento.

Tristes flores de perfume inodoro.
Te ver sozinhas e rejeitadas no chão
me aperta o peito e, assim, choro.

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