24 julho 2006

Psicografia

Ei de esperar-te, entre as flores
da claridade do céu.
(Emmanuel - por Chico Xavier)

Não, eu não acredito na força da repressão
Não consigo imaginar que possa ser boa
E ela passa longe dos meus objetivos de libertar
Por tanto tempo eu estive com você a viajar
Conhecemos lugares diferentes
Comigo você era feliz
E eu eu por minha vez, segura e infantil
Tudo em seu lugar, como deveria ser
Para não cortar-te as asas
Deixe que eu te leve
Não corte-me o direito de dar meus primeiros passos
Permita-me os gritos
E assim suas risadas, a minha voz
A sua voz!
Sim, admita que eu te liberto quando me aproximo
É ao acaso justo se privar de sonhar?
E certo me fazer calar?
Cala-te quando te passar pela cabeça se afastar
De mim, que sou parte tua
De ti, que já me compõe
Faz com que a saudade que sentes de mim te mova
Corra ao espelho e me enxerga
Pois sou você, com algumas correções
Se estou mais próxima do bem
Como posso fazer-te mal?
Se sou pequena pra caber em teus braços
Deixe-me crescer em sonhos
Pai leve-me no colo quando o sono me levar
Conte-me uma história quando ele me faltar
Abraça-me bem forte no dia que eu chorar
Enxugarei suas lágrimas
Sim, sei que vais chorar
Olha só pai, é filho meu correndo e não eu
Ei, presta atenção...aqui!
Peguei você de novo pensando no passado
E as lágrimas que caem nessa terra
Fazem brotar o nosso ipê
Lembra que plantamos no jardim?
Claro que lembra, você mesmo me deu
Nesse dia eu vi que perdi um feijãozinho
E em seu lugar fizemos - juntos
Brotar a árvore das nossas vidas
Caí e levantei
Porque confiei em você, no seu olhar
Só te peço hoje que confie em mim também
Hei de curar-te dessa dor e pôr amor em seu lugar.

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Escrito por Noemi, presenteado a mim.
A ela, meus agradecimentos...

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