10 julho 2006

A Nuvem

A nuvem paira lá no morro
A nuvem branca, com certeza,
me faz parar na varanda o tempo.
A nuvem se esparsa ao vento
e acima dela somente a lua;
e atrás da nuvem, o vulto imponente.
E vagarosamente a nuvem caminha,
a nuvem fina e inocente,
no escuro anda despercebida.
A nuvem pequena, desgarrada,
perdida em céu limpo e negro.
A nuvem é o olhar na madrugada.
Nuvem fraca, que não se aguenta.
Nuvem que agora é névoa
e que se espalha no vazio imundo.

Oh nuvem! traz pro mundo
tuas gotas de chuva fria
e não esta lágrima de sangue
na qual este mundo imundo se sustenta.

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