No meu quarto há quatro paredes
cada qual com seu dever.
Uma abre-se, mutilada,
para exibição do mundo que fascina.
E mesmo com a linda alvorada
teimo, com a cortina, esconder vista tão bela.
Esta é a parede da janela.
Outra, ao contrário da primeira,
exibe a beleza que o homem criou.
E meio que calada e sorrateira,
mostra arte, memórias, histórias em retratos.
Esta é a parede dos quadros.
A outra sustenta conhecimento.
É como um canto educativo.
É onde vou a todo momento
procurar um acalento criativo.
Esta é a parede dos livros.
A última é a mais essencial.
É a parede que mais me importa.
Afinal, de que adianta janela ou quadros
ou livros numa estante torta,
sem, no quarto, a parede da porta?
(ainda sujeito a modificações)
Um comentário:
Achei simples, direta e por que não lúdica !
Abraços!
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