Olha só aquele sujeito!
Cospe no chão como quem fala
que o mundo cabe dentro da sala
e, cheio de si, bate no peito.
- Vai te catar, sujeito!
Olha ele dizendo besteira.
Falando alto pra tentar se impor,
distorcendo a idéia simples do amor,
arauto tolo de uma burrice ligeira.
- Vai te catar, sujeito!
Olha ele apontando o dedo
e gritando ressentimentos vis
e depois de uma colocação infeliz
mantendo os olhos escondidos de medo.
- Vai te catar, sujeito!
Olha agora o mesmo sujeito
com a cara esparramada no chão
descobrindo (quiçá) seu personagem vão
despedaçado em cacos espalhados sem jeito.
- Vai te catar, sujeito...
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