16 junho 2006

Soneto do sofrimento falso

De tão distante o coração chora
e verte lágrimas de sangue.
E de saudades vividas do agora
vazio, de ti ele se exangue.

Ornado em dor e em pranto vil,
caído em chão de terra imunda,
no meu peito pobre e juvenil
só o amor sofrido abunda.

Tenra tristeza calada e inerte...
Desta lágrima que o coração verte,
chegada ao chão, e agora incolor,

brota o caule que me reverte
e a alegria que por ora perverte
o coração morto e vazio de dor.

Nenhum comentário: