Se o caos me caísse das mãos
e a ilusão me deixasse desnudo de horizonte;
Se a mentira abandonasse meus ouvidos
e se a tristeza desistisse de mim,
eu nada seria.
Se a melancolia pendesse de meus olhos
e a carne voltasse a ser sangue;
se o rumo novamente fosse destino
e se o amor não mais fosse desafeto,
eu nada seria.
É como bússola sem norte;
como guerra sem armas;
como vida sem morte;
como tentar sem perigo.
Se eu fosse em felicidade
Se a perfeição fosse em mim
Se o impossível existisse
Se a alma se acalmasse
Seria pobre
Mendigo em terreno escuro
Vagabundo perambulante
Peregrino da incerteza.
É preciso o mal, a dor
É preciso ter na mira
para cantar ao mundo
a minha ínfima e normal existência.
Um comentário:
isso aqui da letra de música.
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