Eu nao sei porque o cigarro me inspira.
Essa nuvem de idéias esparsas que saem da boca
de repente se alinham e formam frases esparsas
que se alinham e formam versos esparsos
e sai um poema (meu).
Essa transcendencia do expelir, do expulsar...
Essa burrice do engolir...
Botar pra dentro o trauma, o desejo...
Pensar em Freud ao ver a tenra fumaça...
O cigarro me inspira.
Até quando?
Se eu estava fumando quando tortuei nessas linhas?
Me responda você...
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