Maria Luiza, na beira de um penhasco, paralisada e atônita, olha pra baixo e chora. Não consegue acreditar. Todo o tempo que esperara ali, trancada em um vasto mundo de solidão fora em vão. "Como pôde ela? Como pôde fazer isso?", pensou. E agora, paralisada e atônita na beira de um penhasco, Maria Luiza chora.
E olha pra baixo, com desejos de tristeza. O que fazer agora? E ela se perde em sentimentos aflitos e agonizantes. Desesperada, a solução chega em forma de asas invisíveis. E, 150 metros depois, o corpo de Maria Luiza agoniza em um chão enlameado e sujo. E sua respiração, ofegante e desritmada, sinaliza a ela mesma a chegada do fim.
Apenas uma criança. Apenas uma vontade. Decepção.
Maria Luiza jaz, torta e ensanguentada, na terra em que tanto quis viver.
Adeus Maria Luiza.
Um comentário:
mensagem para uma sobrinha post-mortem:
menina, vc deixou o que todos um dia hão de deixar
confesso que teu ato me traz muita compreensão
nós que ficamos apenas podemos sentir: saudadaes
adeus sobrinha
eu sei (um pouco)o quanto foi necessário esse ato
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