Entre os galhos entrelaçados
Prefiro a morte a solidão.
Neste tronco, até o chão,
Sempre os nomes mal talhados.
Daqui de cima avisto a terra
Microscopicamente viva.
Invejo a folha e a formiga.
Mordo o fruto e o gosto se encerra.
Pendurado, perco o tempo.
Nas folhas, ouço o barulho do vento.
Esqueço a vida, vagueio em Deus.
Dessa semente que sobra na boca
Morta, sem vida, de matéria oca,
Nasce um (não tão simples) adeus.
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