26 março 2006

Um cão que fala (e responde)

A Bruno "Baiano" Araújo

Desce uma lágrima,
não perdida,
com destino certo.
Ela desce, passa pelo rosto.
Com a face enrijecida
pelos falsetes do tempo,
a lágrima rega a pele
e trás um sorriso paradoxal.
Ela desce,
e vai pelo pescoço,
trás um novo ar
abandonando os soluços,
e trazendo alívio
pro asmático respirar.
E ela desce,
a lágrima continua a descer
até chegar ao peito.
Rega o coração.
Este coração quase derrotado,
sujeito a variações climáticas,
recebe a lágrima, não amarga;
não desventurada; não infeliz.
Aleluia!
A lágrima é de amizade,
este amor mais amor que qualquer outro,
este inexplicável bem-estar.
A lágrima rega.
Rega um deserto promissor.
Um deserto com um oásis,
de amigos, de pessoas minhas.

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Obrigado pelo poema.
Tocante, comovente e muito EU.
Sua amizade é valiosa, saiba que este seu sentimento é muito recíproco.

Um abraço, meu querido amigo

Um comentário:

BRUNO HELENO disse...

sobre esse aqui mui obigado, uma das experiências que vou levar além-morte com certeza,

sobre seu ultimo comentário lá, mas tú é sempre um otimista hein?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk eh soh inveja branca e leve dessa qualiade em usted...