02 fevereiro 2006

Soneto do amor adiado

Se faço, se não faço
se disfarço o que penso
se compenso o que é escasso
se o espaço é muito denso

fico tenso e me perfaço;
desembaraço tão pretenso...
Se venço, ganho o cansaço;
se desgraço, perco o senso.

Fracasso, coração em pedaço,
esperança em estilhaço,
lição que não dispenso.

Apenas mais um passo.
Na lágrima, um estilhaço,
um sorriso quiçá extenso.

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