12 fevereiro 2006

Num maço de cigarros mora um poema

Minhas cinzas não têm brasas.
Minhas cinzas não têm fênix.
Minhas cinzas não têm côr.
Minhas cinzas são só pó.
São apenas restos de uma vida curta.
Minhas cinzas são cinza.
Como a nuvem agora bem acima de mim,
são uma ameaça.
Minhas cinzas são lembranças.
Minhas cinzas são mistura de chão;
são sujeira, água e calcário.
São desprezo e doença,
são vício e prazer.
Morte.
Minhas cinzas são resto,
são flocos de ignorância no ar,
são desespero e ódio.
Minhas cinzas são o enterro,
minha guimba é o defunto.

Um comentário:

BRUNO HELENO disse...

decidi postar nesta aqui que se deus quiser vai ser a primeira das músicas da banda,

agradecendo os comentários lah no meu blog e aqui tb, muito envergonhado e sem ter o que dizer, desculpa!!!!!!

acho que a ligação a lá mario e carlos jah está feita, eh soh prosseguirmos vivendo

pô obrigado pelas palavras, tô comovido sem ter o que dizer!!!!!!!

um abraço