22 dezembro 2005

Soneto para July

O branco, o alvo do teu olho
que, dizem, não enxerga nada,
engana aquele que se faz tolo,
que podendo subir, desce a escada.

Teus caminhos, aos quais me encolho,
teus caminhos são jornada.
Enquanto eu, sozinho, colho
lições aprendidas a ferroada.

Se a vida, em mais uma pedrada
tirar a vista de um caolho
tu enxergas além, imaculada,

estes desejos que sinto e recolho.
São saudades que tenho da amada
e do branco, do alvo do teu olho.

Um comentário:

Anônimo disse...

a july diz...
eu amo vc.