09 novembro 2005

Soneto Ingênuo

O que não é pra todo o sempre
Se faz preemente agora
Aproveitando toda a hora
Que restar deste presente

Quando se pensa, se demora
E a vida é intermitente
Parte falha, parte consciente
Monstro só, que ri e chora

E lá no deserto quente
Lá onde este monstro mora
Sem música, sem sol, sem gente

É lá que o presente aflora
Fazendo do monstro carente
Uma criança ingênua que te devora

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