29 novembro 2005

Sobre meus pés

Sobre meus pés ela permaneceu
Sobre meus pés ela me pediu este poema
Esmagando meus sapatos durante a dança
Descalça de toda a forma de dor

Sob seus pés estou eu
Sob seus pés miro seus olhos
Permaneço estático, mudo, cego
Admirando a beleza eterna da musa

Em espera, torço pra estar vazio
Em espera, mergulho em sonhos vãos
E então ela aparece, decepcionada
Desencantada pela travessura frustrada

E fico fitando sua alma
E fico em devaneios dela
Voando na imaginação de palavras
Caindo na tentação da nova paixão

Sobre meus pés, sob seus pés
Em espera fico.
Presente, futuro, passado...
Nada disso faz sentido ao lado dela

Nenhum comentário: