Minha vida dividida
Entre o medo e a ternura
Entre o tempo e a amargura
Entre o ódio e o perdão
Minha vida estilhaçada
Em pedaços pequenos de vidro
Em cacos sem nenhum sentido
Em gotas de sangue ao chão
Minha vida devagar
Andando em ritmo lento
Procurando repouso, acalento
Achando coisas em vão
Minha vida, que é só minha
Que antes era reticente
Que antes era de mais gente
E agora não é mais não
Minha vida cansada de se dar
Que fazia tudo por amor
Que silenciava, calava a dor
Jurava eterna aquela canção
Minha vida de mentira
Se afasta em boa hora
Me permite fazer do agora
Papel em branco e lápis na mão
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