22 setembro 2005

Clichês

Fico escutando músicas de melancolia
Na esperança de ter algum conforto.
Dor é o que sinto o dia inteiro.
O corpo entorpecido não levanta da cama
A cabeça não volta pra casa
O coração acelerado...
Tristeza é meu relógio
O tempo vai passando
E vou deixando de lado a ternura.
A mágoa instalada não sai
O orgulho não cai
E fico assim,
Escrevendo clichês na esperança
De que algum deles console
O peito dolorido de um falso poeta.

21 setembro 2005

Curta

Não aguento mais
A falta que ela me faz.

20 setembro 2005

Um momento de mágoa

Não sei porque
Não sei o por que.
É tão óbvio pra ela;
É tão claro pra ela;
É tão fácil pra ela
Saber o motivo.

Porque logo eu?
Não sei mais onde estou,
Não sei se tenho chão,
Não sei mais o meu caminho.

O que será de mim agora:
A incerteza de uma verdade que ruiu.
O tempo que não volta mais e não voltará.
A mágoa que fica e não vai.
A dúvida...

Este não é um poema, não pretende ser.
É um texto repartido,
Como o peito que desabafa em palavras
A experiência de ter vivido
O pior momento de um amor eterno.