26 agosto 2005

Lápis e papel na mão

Curtos versos que escrevo...
Pequenos na elegância,
Rudes na abundância.
Sem mais
Nem menos.
Magistrais.
Pequenos.
Instantâneos do pensamento,
Miscelâneas
Acalentos.
Eu.
Curto os versos que escrevo...

23 agosto 2005

Vácuo

Produção em massa
de velhas cantigas
antigas como o papel em que
agora escrevo.

Vidas desmanteladas,
deixadas de lado
até por quem canta
desejando o ser vazio.

Vozes da multidão
sem refletir o seu mundo
sem refletir nada
daquilo que somos.

Vontade de ser
o que os outros querem ser
o que todos querem que seja
o que eu não quero ser.

Vazio que me resta;
Vozes dissonantes;
Vontades desajeitadas;
Sinceridade perdida.

20 agosto 2005

Maria Luiza

Se ela vier, que seja para o bem
Se ela estiver, que seja com ela
Se ela viver, que seja comigo
Se ela perder, que seja mais tarde.

Eu a vi em sonho
Eu chorei com ela
Eu olhei seus olhos
Eu sorri seu sorriso

Só não vi seu nome
Só não sonhei com seu nome
Só senti seu nome
E por isso que dou a este poeminha
O nome que não sei se é dela
Maria Luiza