18 julho 2005

Sem nome

Esse mal que me vicia
É o mesmo que me liberta
É quem me deixa ao chão, fraco
É hóspede que nunca sacia
Enquanto não encontra peito
Que, vazio, aceite sofrer

Encontrado o coitado
Rasga-lhe a pele em furor
A fim de preparar terreno
E, rompidas as entranhas
Está condenada a vítima
A dormir pra sempre
O amor eterno.

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Esse poeminha escrevi há alguns (leia-se muitos) anos atrás. Não colocaria ele aqui, mas resolvi fazê-lo para ilustrar a minha ingenuidade, que ainda tenho e preservo, mas que era muito mais doce quando ainda podia me chamar de criança.

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