Pensamentos me atropelam o sono às 3 da madrugada.
Meus olhos abertos no escuro não enxergam nada.
Acendo a lâmpada. Ofuscado, pego a caneta e o papel,
E escrevo tolices sem sentido algum.
O relógio me ameaça com o tempo em punho,
O controle me seduz como remédio pra minha insônia,
Livros e cruzadas me aliciam na mesa-de-cabeceira.
Recuso tudo por preguiça.
O ventilador quebrado, meus porta-retratos,
Meu colchão macio demais...
Tudo conjurando contra meu descanso.
A falta do que escrever me faz reconsiderar,
E enfrentar os infortúnios. Fecho os olhos. É isso,
Ou ficar escutando o galo cantar às 3 da madrugada.
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